quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Prólogo

"Desocupado leitor, acredite que eu gostaria que este blog, como filho do entendimento, fosse o mais bonito que se pudesse imaginar. Mas não me é possível ir contra a ordem da natureza; que nela cada coisa gera seus próprios semelhantes".

Paráfrase, tradução ignorante e simplificação grosseira de trecho do prólogo de Miguel de Cervantes para “El ingenioso hidalgo Don Quijote de La Mancha”.

Para começar...

Um bom livro, literatura de preferência. Em seguida, o silêncio das madrugadas insones, ou o silêncio contínuo dos burburinhos das ruas, esse ruído constante do sacolejar dos ônibus, ou das rajadas de vento inesperadas anuciando a chegada do metrô. Depois, um ensimesmamento, uma predisposição à solidão, às transmutações do tempo e dos espaços, das vontades e dos desejos. Mais tarde, as flutuações e os suores. E, enfim: o entendimento. Guardemos esse espaço para nossas impressões, nossos palpites e nossas intuições. O que estou lendo, e o que vocês estão lendo, isso é o que deve interessar...